Falha no Telegram para Android permitia invasão ao atender uma chamada; atualize agora
Brecha descoberta pela NebuSec permitia executar código no celular depois que a vítima atendesse uma chamada de voz. Afeta versões de 8.6.2 a 12.10.3 e foi corrigida na 12.10.4. Veja como conferir a sua versão.
Equipe Tech LoboPublicado em · atualizado em 3 min de leitura

Uma falha no Telegram para Android permitia que um invasor executasse código no celular da vítima logo depois que ela atendesse uma chamada de voz. O problema já foi corrigido na versão 12.10.4 do aplicativo — e é por isso que a primeira coisa a fazer, ao terminar de ler, é conferir a sua versão.
A descoberta é da empresa de segurança NebuSec. Até 29 de outubro, a vulnerabilidade ainda não tinha recebido um identificador CVE.
Quais versões estão em risco
As versões afetadas vão da 8.6.2 até a 12.10.3, o que cobre um intervalo de março de 2022 a setembro de 2026. Ou seja: se você não atualiza o Telegram há um tempo, provavelmente está em uma delas.
A correção já havia chegado antes às versões para iPhone e para computador, porque os aplicativos compartilham a mesma biblioteca de chamadas de voz e vídeo. O Android foi o último a receber o conserto.
Como o ataque funcionava
O erro estava no processamento das mensagens que configuram e informam o estado de uma chamada. Quando uma dessas mensagens chegava sem todos os campos esperados, o código acabava acessando indevidamente uma área da memória do aparelho — e era essa brecha que permitia rodar código de fora.
A NebuSec demonstrou o ataque em uma chamada privada atendida num celular com processador ARM64. No vídeo divulgado, o Telegram fecha sozinho, a tela inicial aparece e exibe a mensagem "HACKED BY NEBUSEC".
Dois detalhes importam. O primeiro: o ataque exigia apenas uma conta comum no Telegram, nada de acesso privilegiado. O segundo: a falha foi confirmada só em chamadas privadas e em aparelhos ARM64, sem evidência de impacto nas versões para iPhone e computador nem nas chamadas em grupo.
Não há confirmação de que a brecha tenha sido usada em ataques reais. O Telegram não se pronunciou publicamente sobre isso.
O que muda para você
O risco prático era alto justamente porque não dependia de você clicar em link nenhum: bastava atender. Por isso, o passo a passo:
- Confira a versão. Abra o Telegram, vá em Configurações e role até o fim: o número da versão aparece na parte de baixo da tela.
- Se estiver abaixo da 12.10.4, atualize. Vá à Play Store, procure o Telegram e toque em atualizar. Não espere a atualização automática.
- Ative a atualização automática de apps. Na Play Store, em Configurações, deixe ligada a opção de atualizar por Wi-Fi. A maioria das falhas desse tipo é corrigida antes de virar problema — o que atrasa a proteção é o usuário.
- Se você não usa chamadas no Telegram, vale restringir quem pode te ligar: em Configurações, Privacidade e Segurança, Chamadas, dá para limitar a "meus contatos".
Vale a regra geral: aplicativo de mensagem é alvo preferido justamente porque está no celular de todo mundo. Manter atualizado é chato e é o que funciona.
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