Carga de RTX 5090 avaliada em R$ 2,5 milhões é roubada em Guarulhos
Placas de vídeo viraram alvo preferido de roubo de carga: valem muito, pesam pouco e não têm bloqueio remoto. Veja o efeito no preço e como não acabar comprando uma peça roubada.
Equipe Tech LoboPublicado em · atualizado em 2 min de leitura

Uma carga de placas de vídeo GeForce RTX 5090 avaliada em cerca de R$ 2,5 milhões foi roubada no aeroporto de Guarulhos. O caso, registrado neste mês, diz muito sobre o momento que o mercado de hardware está vivendo.
Por que ladrão passou a mirar placa de vídeo
Roubo de carga sempre seguiu uma lógica simples: alto valor, pouco peso, revenda fácil e rastreio difícil. Durante anos isso significou cigarro, eletrônico de consumo e medicamento. Agora significa GPU.
Uma RTX 5090 ocupa menos espaço que um notebook, custa mais que muita moto e tem mercado comprador imediato. Pior: diferente de celular, placa de vídeo não tem IMEI nem bloqueio remoto. Uma vez fora da caixa, vira produto anônimo.
O efeito colateral chega ao consumidor
Esse tipo de ocorrência não fica restrito à seguradora. Carga roubada significa prêmio de seguro mais caro, logística mais blindada e custo maior em toda a cadeia. No fim, isso aparece na etiqueta — especialmente num país onde placa de vídeo topo de linha já custa o preço de um carro popular usado.
Tem também o problema do mercado paralelo. Parte dessas cargas reaparece em anúncios de marketplace e grupos, com preço abaixo do normal e história mal contada.
Como não comprar uma placa roubada
A regra número um continua valendo: preço muito abaixo do mercado não é sorte, é alerta. Se uma RTX de topo aparece 40% mais barata que em toda loja grande, pergunte por quê.
- Exija nota fiscal em nome do vendedor. Sem nota, você perde garantia do fabricante e fica sem recurso se der problema.
- Desconfie de lacre violado ou caixa sem numeração de série legível.
- Fuja de pagamento só por Pix com vendedor sem histórico, principalmente fora de plataformas com mediação.
- Confira o número de série no site do fabricante antes de fechar negócio.
- Compre em loja com CNPJ. Parece óbvio, mas é o conselho que mais gente ignora na hora da pressa.
O recado
Comprar produto de origem duvidosa não é só risco jurídico: é risco prático. Placa sem nota não tem garantia, não tem RMA e, se queimar em três meses, o prejuízo é inteiramente seu. Numa peça que custa alguns milhares de reais, economizar algumas centenas não compensa o risco.
E, claro, quanto menos gente comprar no paralelo, menos atrativo fica roubar carga. A conta é essa.
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