Meta tem protótipo de robô humanóide feito com startup chinesa, diz site
Segundo o The Information, a Meta desenvolveu com a chinesa Fourier um protótipo de robô humanóide chamado internamente de Max. A empresa diz que o projeto é de pesquisa interna e que não há planos de comercializar as unidades.
Equipe Tech LoboPublicado em 2 min de leitura

A Meta construiu um protótipo de robô humanóide em parceria com a Fourier, startup chinesa de robótica. A informação é do site The Information — não é anúncio da Meta, que procurada não quis comentar.
O protótipo é chamado internamente de Max, e a ideia por trás dele é levar a inteligência artificial da empresa para tarefas domésticas.
Como é o Max
Segundo a reportagem, o robô tem cerca de 48 quilos e 1,5 metro de altura, e foi desenvolvido em aproximadamente três meses. Por dentro roda o chip Jetson Thor, da Nvidia.
A parte de fora chama atenção pelo que revela da intenção: há uma tela que imita expressões faciais, alto-falantes e mãos com cinco dedos, projetadas para manipular objetos pequenos. Não é um braço industrial — é um aparelho pensado para conviver com gente dentro de casa.
O Max foi apresentado a funcionários numa cúpula interna de robótica no fim de agosto. Li-Chen Miller, vice-presidente de produto para robótica da Meta, teria passado quase dois meses na fábrica da Fourier em Xangai.
Desde setembro há um segundo protótipo em desenvolvimento, o Max 2, com torso redesenhado, mãos aprimoradas, um projetor e sensores extras para navegar em escadas.
O que a Meta diz
Aqui mora o freio. A Meta declarou ao The Information que o trabalho com a Fourier "está voltado para pesquisa e experimentação internas" e que "não há planos para comercializar as unidades".
Ou seja: nada disso é produto, nem tem data. A leitura de bastidor é que a empresa enxerga os humanóides como uma possível extensão física do Muse, seu agente de IA — a mesma lógica dos óculos inteligentes, mas com pernas.
O apetite do setor é grande. O Morgan Stanley projeta que o mercado de robôs humanóides pode movimentar US$ 5 trilhões, cerca de R$ 27 trilhões, até 2050.
O que muda para você
Nada no curto prazo, e é importante dizer isso com clareza antes que o assunto vire promessa de loja.
Três pontos para calibrar a expectativa:
- Protótipo interno não é produto. Entre um robô que anda numa cúpula de funcionários e um aparelho que chega à sua sala existem anos, certificação, assistência técnica e um preço que ninguém anunciou.
- O vazamento é informação, não lançamento. Vale acompanhar porque mostra para onde a Meta aponta o investimento. Não vale como motivo para esperar antes de comprar outra coisa.
- Desconfie do que vier vendido como "robô com IA" agora. O mercado de aspirador e assistente doméstico adora pegar carona em notícia assim. Robô humanóide de uso geral, no varejo, ainda não existe.
A Meta entra numa disputa que já tem várias empresas de tecnologia e montadoras investindo pesado — e, por enquanto, muito mais vídeo de demonstração do que produto em prateleira.
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